segunda-feira, 18 de abril de 2022

Parabéns ! - 100 Anos da Locomotiva Baldwin 501 do Museu do Algodão em Campina Grande

Olá amigos do HFPB. Neste mês de abril, é uma data especial, é exatamente neste mês que celebra 100 anos da locomotiva 501, exposta no pátio do Museu do Algodão em Campina Grande, antiga estação da Great Western of Brazil Railway (GWBR).
Como já foi postado anteriormente sobre um pouco de sua história, resumiremos um pouco dela. Esta locomotiva é do tipo “Four-Wheeler”, ou seja, com composição de rodas 0-4-0ST (classificação Whyte). A classificação "ST" (Saddle Tank), ou simplesmente "Tanque Sela", devido a este envolver totalmente a caldeira, característica dessas máquinas, sem o auxílio de um vagão tender para o transporte d'água. 
Construída pela grande empresa “The Baldwin Locomotive Works” na cidade de Filadélfia, Estado da Pensilvânia, Estados Unidos, em abril de 1922, Classe 4-16-C, possui 5,40 metros de comprimento, diâmetros dos cilindros de 40 cm, seu peso total é de 17.900 kg, sua força de tração era de 3.500 kg. Sistema de distribuição do tipo walch. Seu prefixo é 501, com número de série 55359. Segundo alguns relatos colhidos, ela era conhecida como "Cafuringa".
Esta locomotiva foi construída especialmente para trabalhos a serviço da Inspectoria Federal de Obras Contra as Seccas (segundo grafia da época, IFOCS), órgão atrelado ao Governo Federal, com o objetivo construir açudes no Alto Sertão Paraibano, a exemplo dos açudes Pilões, São Gonçalo e Piranhas, no início da década de 1920. Foram adquiridas algumas locomotivas para esta empreitada.
Estas pequenas locomotivas eram destinadas ao transporte de lastro, e todo material empregado na construção de trechos ferroviários no Sertão, além de transportar o material na construção dos referidos reservatórios d'água.
Posteriormente com a conclusão dos referidos reservatórios d’água na década de 1920 todas as obras em andamento do IFOCS foram paralisadas por ordem do Governo Federal em 1923, no governo de Arthur Bernardes. Ás máquinas pertencentes ao órgão foram adquiridas pela RVC (Rede de Viação Cearense) que as utilizaram especialmente como locomotivas manobreiras.
Em meados da década de 1970, mais precisamente no governo municipal do então Prefeito Evaldo Cavalcanti Cruz, adquiriu este exemplar, já sem utilização no emprego de atividades ferroviárias, para compor o material de exposição do primeiro Museu do Algodão, este inaugurado em 1973. Desde então é uma das principais atrações aos visitantes que frequentam este espaço público. 
Entre 2006/07, passou por melhorias, já que estava em avançado grau de deterioração, porém, algumas partes, antes não existentes, foram acrescentadas, como por exemplo os "limpa-trilhos", tanto na dianteira, quanto na traseira, o que desfigurou um pouco a originalidade da máquina, mas não tirou seu brilho. Também foi mudada de local, originalmente ficava ao lado da grande castanhola,  passando em seguida para um local mais amplo, no pátio da estação velha. 
Depois da mudança para um novo local, para proteger melhor esta relíquia, foi construída uma simpática cobertura, seguindo a linha arquitetônica da estação e do armazém, lembrando um pouco da antiga casa das locomotivas existente na esplanada, sendo esta lamentavelmente demolida no final da década de 1990.
Por isso, que esta importante e significativa data não pode passar despercebida, por isso, criei uma logomarca para comemorar esta data tão especial. Parabéns !

FONTES: Inventário das locomotivas a vapor no Brasil: Memória Ferroviária. Regina Perez, Notícia & Cia., 2006.
Relatório do Governo Federal Ministério de Viação e Obras Publicas, 1922.

A centenária locomotiva 501 do Museu do Algodão

Logomarca comemorativa dos 100 anos da locomotiva 501 do Museu do Algodão








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