segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estação de São Domingos - Lembranças de uma Época

Olá amigos do super blog HFPB. Trago aqui históricas fotografias da imemorial estação de São Domingos no sertão do estado. 
As históricas imagens foram extraídas no blog do Professor de História, Tarcivan Monteiro, natural de São Domingos.  
Quando a estação de Sousa foi entregue oficialmente em 13 de maio de 1926 o "Ramal da Paraíba" iniciado pela Rede de Viação Cearense (RVC) em 1920 ficou parado por oito anos sem que os trilhos pudessem avançar sertão a dentro, como era o projeto da extinta "Inspectoria Federal de Obras Contra a Secca" (IFOCS) do Governo Federal na época. O projeto na época chamava-se "Ramal de Penetração", ou seja, ligar a "Parahyba" com o Ceará.
Este grande projeto consistia em unir Fortaleza, capital cearense, com os demais grandes centros centros comerciais nordestinos, como é o caso de Campina Grande, João Pessoa, Recife, entre outros. 
Porém com o Decreto Lei de número 20.538 de 21 de outubro de 1931, o então Presidente da República, Getúlio Vargas, autorizou a construção de Estradas de Ferro por , por conta do crédito aberto pelo citado decreto; considerando que o mesmo dispositivo determinava que as construções das estradas de ferro ficassem a cargo da "Inspectoria Federal de Estradas". 
O engenheiro responsável pelo prolongamento até Pombal era o Sr. Luciano Martins Veras que tinha a incumbência de prosseguir o projeto interrompido durante o Governo de Arthur Bernardes na década de 1920. 
Os trabalhos foram intensos já que o trecho de Sousa até Pombal tem aproximadamente 57 km de distância. No trecho além da estação de Pombal, foram construídas as pequenas estações de Acauã (Aparecida) e São Domingos
Os trabalhos terminaram em tempo recorde e já em 24 de outubro de 1932 a estação de Acauã, São Domingos, assim como a de Pombal foram inauguradas oficialmente. 
Em 1958 finalmente ocorreu o tão sonhado ligamento ferroviário entre o Ceará e a Paraíba, tão sonhado no passado mas concretizado mais de trinta anos depois de iniciadas as obras.
Infelizmente na década de 1990 o prédio da estação foi completamente demolido sem nenhum respeito pelo patrimônio histórico que fez surgir o então povoado de São Domingos, cidade de São Domingos desde 29 de abril de 1994. Resta apenas a velha plataforma de embarque e desembarque como prova que ali existiu uma estação ferroviária. 
Esse é o respeito que os governos deste país tiveram com a ferrovia ao longo de décadas.   


A imemorial Estação de São Domingos há muitos anos.

A estação de São Domingos nos anos oitenta.

Situação atual. Apenas restou a velha plataforma, infelizmente não sobrou nada da estação. Foto de Tarcivan Monteiro, abril de 2017.





Revista Manaíra - Chegada do Trem em Puxinanã - Junho 1951

Olá amigos da HFPB. Trago aqui a capa de uma célebre revista que circulava em Campina Grande há muito tempo atrás. Trata-se da imemorial revista campinense Manaíra, que teve sua primeira tiragem em 1945 e durou até a década de cinquenta. 
A revista em sua edição de número 66 de junho de 1951, trazia na capa uma ilustração da inauguração oficial do trecho ferroviário entre Campina Grande - Puxinanã, trecho este inaugurado em 4 de abril daquele ano. A estação local chamava-se "Floripes Coutinho", em homenagem ao grande chefe político da região falecido em 1934. Puxinanã na época era Distrito de Campina Grande, passando a pertencer ao município de Pocinhos em 1953, quando este conseguiu sua emancipação de Campina Grande. Puxinanã enfim, conseguiu sua emancipação política em dezembro de 1961.
Na ocasião diversas autoridades locais e estaduais assim como grande massa popular fizeram parte dos festejos.
As obras de prolongamento foram encarregadas pela empresa construtora pernambucana Camilo Collier Ltda., tinha como objetivo unir via férrea a capital com o sertão, ou seja, os grandes centros como João Pessoa, Campina Grande e Recife-PE com o estado do Ceará até a Capital, Fortaleza. Era a conhecida ferrovia Campina Grande - Patos.
O trecho foi inaugurado oficialmente em fevereiro de 1958 com grande festa que contava com a presença do então Presidente da República Juscelino Kubitschek em um palanque armado sobre a linha férrea no pátio da estação nova em Campina Grande.  

Capa da revista com ilustração da inauguração da estação de Puxinanã. Junho, 1951.

Matéria da revista sobre a Chegada do Trem em Puxinanã

Imagem histórica da revista Manaíra no dia da inauguração do trecho Campina Grande - Puxinanã em 4 de abril de 1951.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Estado Atual da "Estação Nova" - Campina Grande

Olá amigo do HFPB. Trago aqui fotos recentes do estado deplorável que se encontra a Estação Nova em Campina Grande. Estas fotos foram tiradas em uma manhã fria de 30 de maio do corrente ano quando estavam chegando os últimos vagões para a "Locomotiva Forrozeira" e mostram todo o estado de abandono que se encontra de uma das mias importantes (pelo menos já foi) e belas estações de todo o Estado. 
Construída em 1957 para cinquentenário de chegada da ferrovia em Campina Grande, a "Estação Nova", assim como ficou conhecida, já que a primeira estação foi inaugurada em 2 de outubro de 1907 e esta conhecida como "Estação Velha" e entregue oficialmente em 29 de janeiro de 1961 a população campinense pela RFN, a estação que em sua arquitetura lembra uma navio a vapor que navegava o Rio São Francisco no início do século XX e foi a última grande construção em estilo Art Decó em Campina Grande.
Desde que os trens de cargas foram desaparecendo no ramal paraibano que ligava Itabaiana até o Sertão, a linha ficou completamente abandonada e muito de seus trechos simplesmente "apodreceram entre material como dormentes e linha férrea.
Mas nada se compara ao estado que se encontra a estação nova, marginais que não respeitam nada em sua volta e que frequentam o local para cometerem todo o abuso como consumo de drogas e cometerem outros crimes, praticamente "pilharam" a estação inteira, não poupando sequer os ponteiros do relógio da torre. Um verdadeiro crime contra nossa história e memória este abandono revoltante que se encontra o prédio e as demais dependências com alojamento dos ferroviários, armazéns totalmente na penúria, garagens de carros da companhia de manutenção em estado deplorável, linha totalmente gastas e enferrujadas, enfim, um verdadeiro desrespeito.
Faço um apelo as autoridades competentes para que olhem mais para a preservação de nosso patrimônio ferroviário que a cada ano se deteriora mais e mais. É uma imagem realmente trite e revoltante ver a nossa estação nesse estado. 
Abaixo, o péssimo estado que se encontra o antigo e próspero complexo ferroviário de Campina Grande:

Armazém a muito abandonado e sem telhado.

Armazém a muito abandonado e sem telhado.

Armazém a muito abandonado e sem telhado.

Armazém a muito abandonado e sem telhado.

Armazém a muito abandonado e sem telhado.

Alojamento de antigos funcionários da rede ferroviária.

Situação da linha.

Alojamento de antigos funcionários da rede ferroviária.

Antiga roda de vagão.

A imemorial estação nova e completo abandono e totalmente pichada.

Revoltante pichação na bela e antiga entrada da estação.

Marginais não pouparam nem o painel de 1960 no alto da entrada. Absurdo.

A imemorial estação nova em completo abandono e totalmente pichada. Não pouparam nem as janelas e os ponteiros do relógio da torre.  Lamentável.

A imemorial estação nova em completo abandono e totalmente pichada.

A imemorial estação nova em completo abandono e totalmente pichada. Trite imagem.

A imemorial estação nova em completo abandono e totalmente pichada.

Interior irreconhecível da imemorial estação nova e completo abandono e totalmente pichada.

Um dos portões da área de embarque.

Placa de mármore comemorativa do cinquentenário de chagada da ferrovia a Campina Grande 1957.

Interior da antiga explanada da estação onde muitos passageiros e funcionários circularam. 


Portões da área de embarque.

Portal da entrada da estação. 

Portão totalmente deteriorado da área de embarque.






Um dos armazéns em completo abandono e com suas antigas entrada e janelas totalmente emparedadas.

Um dos armazéns em completo abandono porém ainda conserva seu telhado e cobertura.

Um dos armazéns em completo abandono e com suas antigas entrada e janelas totalmente emparedadas.
Um dos armazéns em completo abandono e com suas antigas entrada e janelas totalmente emparedadas.
Antiga chave de desvio de linha enferrujando.

Antiga chave de desvio de linha enferrujando.

Material apodrecendo no pátio da estação.

Antiga chave de desvio de linha enferrujando.

Armazém

Antiga casa de força da estação servindo de moradia.

Uma imagem revoltante. Carro de vistoria de linha aparentemente incendiada por vândalos na antiga garagem destes tipos de carrinhos.

Antiga garagem totalmente deteriorada. 

Aspecto do pátio e sua situação atual.

Armazém abandonado, porém com telhado.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Histórico da "Estrada de Ferro Independencia - Picuhy"

Olá amigos do HFPB. Trago aqui um resumo da construção da imemorial "Estrada de Ferro Independência - Picuhy". 

Histórico e Início das Obras

A muito tempo, desde a segunda metade do século XIX, pretendia-se construir um trecho ferroviário até os confins do Seridó paraibano, mais precisamente na região de Picuí, afim de explorar melhor seus potencial mineral, que despontava em seu território. Como afirmava o Engenheiro de Minas o Dr. Retumba, que fez pesquisas na região para a futura implantação de uma ferrovia de integração do território paraibano.
Porém os trabalhos de prolongamento do ramal tiveram início no ano de 1909, e tinha como objetivo alcançar os trilhos até a então vila de Picuhy (Picuí), no Seridó Paraibano Oriental. A ferrovia se chamaria "Estrada de Ferro Independencia - Picuhy".
Em 20 de dezembro de 1910 ocorreu a inauguração do primeiro trecho da ferrovia, saindo da estação de Itamataí (concluída em 1911) até a parada do Km - 10 (parada Sítio Grossos), localizado no atual município de Pirpirituba, Brejo Paraibano. As obras prosseguiram adentrando escarpas de montanhas entre o trecho até chegar na Serra da Samambaia. Neste trecho foi construído o famoso Túnel da Serra da Samambaia, o primeiro túnel ferroviário construído na Paraíba (este túnel faz uma curva) . O Túnel da Samambaia foi construído entre 1911 e 1913 e tem aproximadamente 80 metros de comprimento.
Em 24 de novembro de 1913 foram entregues o trecho até a estação da povoação de Boa Vista (Camucá e depois Borborema) já em território bananeirense. No mesmo dia foram inauguradas também a estação de Cacimbas (entre Pirpirituba e Borborema, destinada a provisão de mantimentos) e o Túnel da Serra da Samambaia. No trecho foram construídos inúmeros cortes e aterros sempre escarpando as serras em uma das mais belas vistas de todo o trecho.

Primeira Paralisação e Retomada das Obras

Depois da inauguração da estação de Borborema em 1913 as obras foram paralisadas devido a cortes no orçamento. Somente a partir de 1920, com algumas alterações do projeto original, foram autorizadas o prolongamento do trecho paralisado em Borborema pelo então Presidente da República, o Sr. Epitácio Pessoa. As obras foram iniciadas imediatamente e deveria prosseguir até Picuí.

De acordo com o Diário Oficial da União (DOU) de 30 de Janeiro de 1920, que transcrevo da seguinte maneira: 
O ministro de Estado da Viação o Obras publicas, em nome do Presidente
) da Republica
obra:
Resolve nomear o engenheiro João Botinas para exercer o cargo de engenheiro-chefe da nommisslo constructora do ramal ferre° de independencia.a Picuhy, no Estado • da Para-, ayba do Norte, com os vencimentos que lhe coma pearem.
• Rio de Janeiro, 26 do- janeiro de 1920.
O expediente de 28 de janeiro de 1920 trazia o seguinte:
Sr. inspector federal das Estradas: •
Passo ás vossaa mãos; para VOSSO 'conhecimento, a inclusa cópia da portaria de 26 do corrente mez, mandando applicar, na construcção do ramal ferreo de independenaia. a Picuhy, no Estado da Parahyba, as iestruações regulamentares e tabelas de vencimentos approvada,s por portarias do 13 de outubro e 2 de dezembro do armo findo...

A partir de 1921 teve início da perfuração do grande Túnel da Serra da Viração, praticamente as portas de Bananeiras. Porém com a elevada carga de chuvas no ano de 1922 e os inúmeros acidentes ocorridos por deslizamentos as obras se atrasaram por todo o ano. A estação de Bananeiras já estava praticamente pronta em 1922, só esperando a total perfuração do túnel e a colocação dos trilhos. Também no trecho foi construída no sítio Manitu uma pequena estação com casa de agente e um armazém.

"O Trem Chegará a Bananeiras Nem Que Seja Por Debaixo da Terra" - Dia da Inauguração

No dia histórico dia de 22 de outubro de 1922 ocorreu a inauguração do trecho entre a estação de Borborema até a chamada "Bocca do Tunel", ou seja, uma parada improvisada na entrada do Túnel da Serra da Viração que estava sendo perfurado.
A data de 22 de outubro escolhida para os festejos, refere-se ao 2º ano de governo do maior incentivador do projeto do trem chegar a Bananeiras, o então "Presidente do Estado da "Parahyba" o Sr. Solón Barbosa de Lucena, filho da terra que inúmeros esforços empreendeu pra ver o sonho do trem um dia chegar ao sua terra natal.
O Sr. Solón Lucena, disse certa vez que "O trem chegará a Bananeiras nem que seja por debaixo da terra", e assim foi feito e esta frase ficou imortalizada. Além dos festejos de inauguração do trecho, ocorreu uma partida futebolística envolvendo as equipes do Bananeiras Football Club e o Borborema Sport Club, ocorrida em Bananeiras no mesmo dia. Também foram oferecidas uma grande janta para as autoridades e participantes da partida histórica.
Destaca-se também o dinamismo do Engenheiro Chefe da "Commissão de Obras Contra as Seccas" em Bananeiras o Dr. Marques de Azevedo, grande responsável pela realização dos trabalhos de prolongamento do ramal. Segunda a revista Era Nova de 24 de dezembro de 1922: "...sendo um dos seus promotores procipuos o engenheiro Marques de Azevedo, chefe da Commissão de Obras Contra as Sêccas, naquella florescente cidade serrana, em cujo cargo vem se revelando um funccionario modelar e com notoria capacidade e efficiente inteligencia.

Obras Suspensas

Mas o sonho do prolongamento da obra foi interrompido no final de 1922, com um Decreto Federal do recém empossado Presidente da República Arthur Bernardes que suspendia todas as obras em andamento no País e isto incluía a "Estrada de Ferro Independencia - Picuhy", que fora paralisada por completo.
Sabendo disso o Dr. Solón de Lucena entendeu-se com o Presidente Arthur Bernardes e este atendeu de imediato o pedido de retomada imediata da perfuração do túnel e sua conclusão até Bananeiras. E então as obras continuara devido ao empenho direto do Dr. Solón de Lucena.
Finalmente o túnel fora perfurado, como relata o jornal A União de 27 de julho de 1923, que trazia, entre outras, a notícia de que a perfuração do túnel em Bananeiras já havia sido concluída e que o então Presidente do Estado, Solón de Lucena, recebera a agradável notícia. Porém, no dia 25 de novembro de 1923 ocorreu mais um fato histórico, a primeira locomotiva atravessava o Túnel da Serra da Viração. Fato este também muito comemorado pela população local, que fez lotar a bela estação de Bananeiras para ver finalmente o "gigante de aço soltando fumaça pelas ventas".

Desativação Definitiva do Ramal

Porém, o plano original era avançar com o prolongamento da linha até Picuí, passando pelos atuais municípios de Solânea, Barra de Santa Rosa, Jacu (distrito pertencente a Cuité) e finalmente chegar a importantíssima região do Seridó Paraibano Oriental, em Picuí e seu rico minério que despontava em suas terras. Porém as obras com havia sido mencionado anteriormente foram paralisados, com os trilhos indo até Bananeiras.
O ramal foi suprimido em 1966, por ordem de Decreto do Governo Federal que extinguia ferrovias que não fossem de relevância econômicas e que seriam altamente deficitárias.

O Trecho Atualmente

Infelizmente através do Decreto Federal de 1966, o velho Ramal de Bananeiras foi totalmente desativado e seus trilhos ao longo dos anos retirados, muitos deles para virar ferro velho e seus dormentes usados para alimentar caldeiras de engenhos da região. Resta apenas as estruturas físicas como as estações do ramal que foram 6 estações e 2 paradas confirmadas, localizadas no município de Pirpirituba, e os dois túneis do ramal além de estruturas menores como bueiros, aterros, base de pontes e pontilhões, e inúmeros cortes nas serras.

As Estações

A bela estação de Bananeiras e seu armazém tornaram-se no Hotel e Restaurante Estação. A estação de Pirpirituba fora totalmente descaracterizada e transformou-se em Fórum Municipal, seus velho armazém é atualmente uma Capela Católica. A estação de Cacimbas está abandonada e fechada. A estação de Manitu em estado deplorável, serve de depósito de frutas da região, sua casa de agente é uma residência particular e o antigo armazém serve também assim como em Pirpirituba, de capela católica para a comunidade local. A antiga estação de Borborema é a atual Secretaria de Educação, e parte de seu armazém é o Museu Municipal, contando um pouco da história do município e também sede suas dependências para a Secretaria de Administração e Assistência Social. A pequena estação de Itamataí (antigo ponto de partida do ramal), está completamente abandonada e em ruínas, apenas suas paredes estão de pé e os ferros da cobertura da plataforma, sem portas, janelas e telhado. Até o antigo dístico da estação foi arrancado. Seu estado atual é deplorável.

Local para Trilhas e Aventuras

Inúmeros aventureiros fazem trilhas no antigo trecho ferroviário, contemplando a bela paisagem que outrora foi rasgada pelos trilhos. Entre as principais atrações locais estão o Túnel da Serra da Viração, o Túnel da Serra da Samambaia e os cortes na rocha no trecho entre Borborema e a estação de Cacimbas.
Recentemente os pirpiritubenses Emival Galiza Barros e Adriano Oliveira, encontraram no trecho onde passava a linha férrea próximo ao Açude Senador Humberto Lucena, no município de Pirpirituba, antigos dormentes da velha linha. Esses dormentes foram colocados no trecho por volta de 1911.
Também ambos já encontraram alguns materiais provenientes da mesma ferrovia ao longo dos tempos, como restos de pregos de dormentes, postes de linha telegráfica, entre outros.

Painel da Comunidade do facebook "Estrada de Ferro Independência - Picuhy"

A estação de Bananeiras no ano de sua abertura oficial em 1925