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sexta-feira, 25 de março de 2022

Estado Atual da Estação de Paula Cavalcanti (Antiga Entroncamento)

Olá amigos do HFPB.  Em visita recente a história estação de Paula Cavalcanti, antiga Entroncamento, o pesquisador Rodrigo Henrique forneceu preciosas imagens da mesma em estado atual. 
Entroncamento, como o próprio nome diz, tratava-se de uma importantíssima articulação ferroviária, bastante movimentado, onde trens vindos do Rio Grande do Norte, LitoralPernambuco e Interior, como um todo, se encontravam. 
Mudou a nomenclatura para Paula Cavalcanti na década de 1950, em homenagem ao "Cazuza Trombone", alcunha de José Francisco de Paula Cavalcanti, proprietário dos Engenhos Massangana e Santana, no município de Cruz do Espírito Santo, onde a estação está localizada.
Rodrigo me informou que a antiga estação virou moradia:

"O acesso a ela não é tão difícil quando eu imaginava, mas a estrada é ruim"

No local exista um alto de linha (trolley) abandonado e deteriorado, Rodrigo analisou o local, porém não conseguiu encontrar vestígios deste alto:

"O mato estava altíssimo, eu nem consegui enxergar esse alto de linha".

Rodrigo afirma, que apesar da estação atualmente servir de moradia, não teve maiores intervenções em sua estrutura, apenas uma pintura de cal branca na mesma, mesmo assim de forma grosseira. Comparando com algumas imagens mais antigas da estação, como há quase 20 anos, ele comenta:

"Na verdade, comparando bem as fotos acho que não ouve modificação na estação. Continua a mesma das fotos de 2007 porém sem a coloração amarelada"

Resumindo, o que Rodrigo constatou, é que a estação está relativamente em um estado razoável de conservação, o que não pode dizer o mesmo do velho armazém, com parte em ruínas, com o telhado desabado e parte da estrutura também em estado avançado de abandono e deterioração. 
Há anos, a antiga cobertura da plataforma de zinco, com pilares de ferro da estação já havia desaparecido, restando apenas as bases de cimento. A antiga antena de rádio encontra-se ainda de pé, porém em avançado estado de corrosão. 
Coincidentemente, Paula Cavalcanti foi palco para a primeira viagem de locomotiva a vapor na Paraíba, ocorrida em 30 de abril de 1881, entre Parahyba (João Pessoa) e esta localidade, num trecho de 33 quilômetros. Também, partindo dali, em 25 de fevereiro de 1972, a última viagem de uma composição puxada por uma locomotiva a vapor em todo o Nordeste, até Cabedelo.
O local não é nem sombra do que foi um dia, apenas os ecos de um passado glorioso ainda vivem na memoria dos mais saudosistas. 
Agradeço mais uma vez Rodrigo Henrique pela gentiliza de disponibilizar as imagens. Confira abaixo as imagens:

A velha estação de Paula Cavalcanti (Entroncamento) em 2022. Foto: Rodrigo Henrique

Mais um aspecto da estação de Paula Cavalcanti em 2022. Foto: Rodrigo Henrique

O armazém muito deteriorado, já sem telhado. Foto: Rodrigo Henrique

Mas um aspecto da estação sem mais a antiga cobertura de zinco e a antiga de rádio em pé, porém deteriorada. Foto: Rodrigo Henrique

A estação no início da década de 2000, ainda com a estrutura em ferro da cobertura da plataforma, sendo retirada pouco tempo depois, restando apenas as bases de cimento. Autor desconhecido

A estação de Paula Cavalcanti em 2007, pode-se notar o "auto de linha", trolley, repousando totalmente deteriorado. Na visita recente, Rodrigo não constatou a presença deste auto no local. Foto: Coaraci Camargo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Resquícios da Antiga Estação de Cruz do Espírito Santo

Olá amigos do HFPB. Recentemente fui presenteado com fotos do local onde um dia foi a estação de Espírito Santo, antigo nomenclatura da estação, localizada no município de Cruz do Espírito Santo, na Zona da Mata, pelo pesquisador Rodrigo Henrique. O mesmo faz um trabalho excepcional de resgate em imagens de estações da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Trabalho digno de louvor, o que me inspirou a fazer esta postagem.
Rodrigo me passou alguns dados a respeito do local, o local da estação fica a cerca de 1,2 quilômetros de distância do centro de Cruz do Espírito Santo, ao sul da cidade, atravessando o Rio Paraíba.
Rodrigo, descreve da seguinte maneira:

 "Acho sua localização péssima, ...Não tem nenhuma ponte que ligue a cidade a estação. Você tem que atravessar o Rio Paraíba para chegar nela. Se o rio estiver com vazão alta fica meio difícil transpor.

Rodrigo acredita que a estação serviria para a população em torno dos engenhos da região:

"Dada toda essa dificuldade para alcançar a estação a partir da cidade, eu acredito que a mesma servisse mais aos moradores e trabalhadores dos engenhos, do que aos habitantes da cidade de Cruz do Espírito Santo, inclusive há uma estrada de rodagem que passa ao lado da estação."

A antiga estação de Espírito Santo foi construída pela The Conde D'Eu Railway Company, sendo inaugurada em 7 de setembro de 1883, quando o ramal entre a então capital Parahyba (posteriormente João Pessoa) e o então povoado de Camarazal (atual Mulungu) foi oficialmente aberto. 
A referida estação funcionou até aproximadamente o final da década de 1970, quando o transporte de passageiros pelo interior paraibano foi interrompido. Posteriormente demolida, só ficando a plataforma como evidência que ali um dia existiu uma estação. No final do século XIX o seu chefe era Joaquim Dias Pinto. Tratava-se de uma estação de 4° classe, que continha apenas a estação propriamente dita, casa do agente e armazém.
Infelizmente não temos nenhuma foto de como era a estação de Cruz do Espírito Santo, já que há décadas demoliram a mesma. Porém, provavelmente, era da mesma tipologia que outras construídas pela The Conde D'Eu Railway Company, com volumetria de linhas simples, sem maiores adereços artísticos em sua estrutura. Agradeço desde já Rodrigo Henrique pelo fornecimento destas preciosas imagens. Confira abaixo as preciosas imagens:

Resquícios da antiga plataforma de Espírito Santo. Foto: Rodrigo Henrique

Resquícios da antiga plataforma de Espírito Santo a esquerda e casas da região. Foto: Rodrigo Henrique

Resquícios da antiga plataforma de Espírito Santo. Os trilhos estão debaixo de todo o mato e entulhos. Foto: Rodrigo Henrique

Resquícios da antiga plataforma de Espírito Santo. Foto: Rodrigo Henrique

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cartão Postal - Estação da Great Western of Brazil Railway - Cidade da Parahyba - 1918

Olá amigos do HFPB. Trago uma bela imagem de um cartão postal que circulou no distante ano de 1918, a pitoresca imagem mostra a imemorial e bela estação ferroviária da Capital paraibana, João Pessoa, que se chamou na época de sua inauguração, Estação Ferroviária Conde D'Eu. Posteriormente quando a GWBR (Great Western of Brazil Railway Company) arrendou boa parte das ferrovias nordestinas esta passou a pertencer a esta importante companhia anglo-brasileira. 
Na época a capital se chamava "Parahyba" assim como o Estado. A velha estação foi construída em 1884 (de acordo com o livro Roteiro Sentimental de Uma Cidade, Walfredo Rodrigues, 2º edição, 1994). 
Em agosto de 1881 aconteceu a inauguração oficial do primeiro trecho construído na Paraíba. Esta pioneira viagem foi entre a capital "Parahyba" a Entroncamento (atual Paula Cavalcanti, município de Cruz do Espírito Santo). Infelizmente a velha e saudosa estação da Capital foi demolida na década de 1940. Foi substituída por uma estação com estilo moderno e com espaços mais amplos. Sendo inaugurada em 1942.
Infelizmente esta era a prática que acontecia com frequência na época, sem nenhuma preservação do patrimônio histórico.
A imagem do postal foi extraída do livro: As Ferrovias do Brasil nos Cartões Postais e Álbuns de Lembranças - João Emilio Gerodetti & Carlos Cornejo - 2005.

Velha estação da Capital "Parahyba" em 1918

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Hitórico do ramal

O ramal de Cabedelo foi aberto em 1881 ligando a estação de Entroncamento (hoje Paula Cavalcanti) à Parahyba, nome então da capital do Estado, que em 1930 passou a se chamar João Pessoa. Somente em 1889 o ramal chegou a seu destino final, o porto de Cabedelo. Hoje (2006), apenas parte desse ramal (Santa Rita-Cabedelo) serve aos trens metropolitanos da CBTU, não existindo, desde os anos 1970, os trens de passageiros de longa distância que ligavam João Pessoa a Recife, Campina Grande e Natal.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Estação de Cabedelo



A estação do Cabedelo foi inaugurada em 25 de março de 1889 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. O trecho da Capital, então chamada de Paraíba, ao porto de Cabedelo foi bastante controverso, pois alguns não queriam a instalação da estação ali, pois isso impossibilitaria o maior tráfego no porto do Capim, na Capital. Mas com a criação do porto de Cabedelo em 1886, sendo este maior que o do Capim, houve a tendência de um maior escoamento dos produtos paraibanos para o novo porto. Devido à disputa entre o Capim e Cabedelo, houve uma maior demora em concluir a ligação Paraíba-Cabedelo, numa extensão de apenas 18 km.
Atualmente, existe um único trecho de tráfego de passageiros no Estado, ligando a região metropolitana de João Pessoa ao porto de Cabedelo. A estação atende os trens metropolitanos da Paraíba como ponto final. É uma das poucas estações do ramal que ainda mantém o estilo do tempo em que atendia a trens de longo percurso (não é, entretanto, a estação original de 1889).
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960).

Estação de Poço


A estação do Poço foi inaugurada originalmente em 25 de março de 1889 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. A antiga estação, na realidade um simples estribo, foi desativada há muito tempo. A nova estação que a muitos anos a população local vinha reinvidincando foi inaugurada em 2007. (Fontes: Coaraci Camargo, 2007; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960).

Estação de Jacaré


A estação do Jacaré foi inaugurada em 25 de março de 1889 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. Jacaré é um pequeno povoado de pescadores a margem do Rio Paraíba, no município de Cabedelo. Dista 3 milhas da sede deste município. A antiga estação tratava-se apenas de um pequeno estribo. Nos anos noventa construiu-se no mesmo local a estação com linhas modernas arquitetõnicas. A pequena estação de Jacaré servia apenas de ponto de parada de passageiros. Atualmente o ramal só serve de transporte de passageiros pela CBTU, e Jacaré é uma das estações - nova, nada a ver com a original - em que o trem metropolitano pára. "A estação de Jacaré fica próxima à praia fluvial homônima, hoje um dos atrativos turístico de João Pessoa, onde acontece invariavelmente, pôr do Sol musical" (Coaraci Camargo, 2007). (Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Coaraci Camargo, 2007).

Estação de Mandacaru

A estação do Mandacaru foi inaugurada nos anos noventa. A estação nova segue a linha das estações construídas pela CBTU. A estação já existia, porém, em 1960. Anteriormente deveria ser apenas uma simples parada de trens no ramal. Fica no bairro de mesmo nome em João Pessoa.
A estação não aparece, no entanto, nos Guias Levi. "O nome da estação de Mandacaru é uma alusão ao rio de pequeno curso que nasce nas colinas do Boiçó, na Capital e, depois de 5 km de curso, deságua na margem direita do Rio Paraíba. É navegável por pequenos barcos e, sobre ele, tem a ponte ferroviária que liga João Pessoa a Cabedelo, com 42 metros de extensão e 4 de largura. A estação atual é nova e substituiu a antiga estação, e opera no sistema de transportes de Trens urbanos, CBTU" (Jônatas Rodrigues, 2006). (Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960) .

Estação de João Pessoa

A velha estação Conde D'Eu em 1920

A estação em 1908


A estação nova de 1942.


Fachada da estação de João Pessoa em 2005.

A estação de João Pessoa (antiga Parahyba) foi inaugurada em 7 de setembro de 883 no bairro do Varadouro, no largo da Gameleira (atual Praça Álvaro Machado), pela E. F. Conde D'Eu, na época, era a estação da ponta do ramal vinda desde a estação do Entroncamento. Porém a primeira viagem de trem no estado ocorreu em agosto de 1881, ligando a Capital até Entroncamento. Momento este muito festejado pela sociedade paraibana na época., por ser o primeiro trecho inaugurado de ferrovia no estado.
Esta estação original tinha um estilo eclético, com muitos janelões e entrada principal. É verdade que em abril de 1881 houve uma inauguração simbólica de um curto trecho da linha a partir da estação da Paraíba; os trens efetivamente passaram a correr regularmente em 1883.
Em 1920, junto à plataforma, ao lado da rua, havia um curral para conter o gado que era embarcado na estação. Após a morte de João Pessoa, político paraibano e candidato à vice-presidência do Brasil na chapa de Getúlio Vargas, em 1930, a cidade e a estação foram renomeadas com o seu nome. Em 1942, o prédio foi derrubado e substituído pela atual estação, inaugurada em 10 de novembro, com características modernistas: linhas retas, marquise, mezanino, fachadas sem adornos, esquadrias de ferro e vidro - o prédio mais antigo somente foi demolido após a entrega da nova estação. Hoje é uma das estações do trem metropolitano de João Pessoa, operado pela CBTU.

Fontes: Alvarez Ribeiro, 2007; Jônatas Rodrigues; CBTU; Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr.: Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, 1886; Carlos Cornejo e Eduardo Gerodetti: As Ferrovias do Brasil, 2005; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1984.

Estação de Alto do Mateus


A estação do Alto do Mateus foi inaugurada em 16 de setembro de 2008 pela CBTU. "Com um investimento de R$ 170 mil, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) estará inaugurando na próxima terça-feira (16), no Bairro Alto do Mateus, em João Pessoa, mais uma estação ferroviária. Com a inauguração, os moradores da localidade poderão se deslocar para o centro da Capital, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita pagando apenas R$ 0,50. Segundo o superintendente da CBTU João Pessoa, Lucélio Cartaxo, este ano cerca de 2 milhões de pessoas já utilizaram os trens da CBTU na Grande João Pessoa. Ele enfatizou que a Capital, juntamente com Natal-RN e Maceió-AL, deverá fazer parte do PAC da Mobilidade com trens novos e modernos. A CBTU utilizou na estrutura da estação trilhos inservíveis. A iniciativa gerou uma economia de 30% aos cofres públicos. A parada tem 170 metros de comprimento, quase três de largura e rampas de acesso para cadeirantes. Trata-se de uma antiga reivindicação dos moradores da localidade; alguns deles relatam que andavam quilômetros até a estação mais próxima (Ilha do Bispo), para ir ao trabalho ou à praia, em Cabedelo. A nova estação deve beneficiar aproximadamente mil pessoas por dia" (A União, 10/9/2008). A foto abaixo, enviada em 2008, deve mostrar a parada ainda não concluída.
(Fontes: Ivo Suares, 2009; Adriano Perazzo, 2008; A União, 10/9/2008).

Estação de Ilha do Bispo


A estação da Ilha do Bispo foi inaugurada nos anos noventa, e é uma das estações do trem metropolitano de João Pessoa, operado pela CBTU. Não tenho a data de sua inauguração. Nos guias antigos, até 1980, nada consta sobre essa estação. (Fontes: CBTU; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1984).

Estação de Bayeux


A estação de Bayeux foi inaugurada em 1911 já pela Great Western do Brasil. "Todos os trens passavam na Vila, mas no início não tinha parada; depois, foi feita uma pequena e simples, bem perto da Praça 6 de Junho. Com o progresso acentuado da Capital do Estado e o desenvolvimento de muitos municípios do interior, principalmente Campina Grande, a quantidade de trens aumentou consideravelmente. Por motivo do grande movimento na linha férrea, em 1942 botaram a baixo a antiga e acanhada ponte existente sobre o rio Sanhauá, no limite de Bayeux com João Pessoa, e ergueram com estrutura moderna para os moldes da época, uma bela ponte de ferro maciço, bem trabalhada que chamava a atenção de quem nela passava. Porém, em 1944, quando Barreiras recebeu o nome de Bayeux em homenagem a cidade francesa, os administradores resolveram edificar uma Estação Ferroviária, imitando as existentes na Bayeux francesa, bem perto da Praça 6 de Junho" (site www.bayeuxpb.com.br). Bayeux tornou-se município em 1958. Se o relato anterior é verdadeiro sobre a construção dos anos 1940, a estação atual parece nada ter a ver com ela: hoje (2007) é uma estação de construção moderna, simples, com telhas de amianto, nada tendo a ver com a antiga estação dos trens de longo percurso. (Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; site http://www.bayeuxpb.com.br/).

Estação de Várzea Nova


A estação de Várzea Nova foi inaugurada em 1883 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. O nome de Tibiri foi usado até recentemente (anos 1970), sendo que, a partir desta época, a estação já não aparecia mais nos guias, dando a impressão de que teria sido desativada. Foi restaurada com prédio e nomes novos (Várzea Nova) quando do surgimento do trem metropolitano da CBTU. É uma estação em construção moderna, simples, com telhas de amianto, nada tendo a ver com a antiga estação dos trens de longo percurso.
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960).

Estação de Santa Rita


A estação de Santa Rita foi inaugurada em 28 de dezembro de 1883 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. O município de Santa Rita se destaca principalmente no cultivo e comercialização de cana-de-açúcar, produto este fundamental para a economia paraibana no século XIX e XX, quando a ferrovia teve maior destaque no município. Atualmente existem várias usinas de transformação da cana-de-açúcar em álcool, mas infelizmente cargueiros não passam mais pelo município. A estação ferroviária de Santa Rita atualmente só serve para transportar passageiros para João Pessoa, através da companhia CBTU. A velha estação que seguia as características das demais do final do século XIX não existe mais. A estação atual é uma estação de construção moderna, simples, com telhas de amianto, nada tendo a ver com a antiga estação dos trens de longo percurso. Foi tombada em 2001. pelo IHAEP.
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, volume IV, 1958; Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr., 1886).

Estação de Engenho Central

A estação atualmente completamente abandonada.

Ilustração da velha estação de Engenho Central.

A estação do Engenho Central foi inaugurada em 1883 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. O Engenho Central e sua estação estão localizados no município de Santa Rita e faz parte de um pequeno aglomerado de edifícios que se distribuem nas proximidades da Usina São João (responsável pela fabricação de
álcool), e inclue prédios de uso administrativo, comercial e residencial, casas de trabalhadores e empregados, a casa sede da Usina São João, além de uma igreja existente no local. A estação e a linha férrea serviam aos trens transportadores de cana-de-açúcar, parte do sistema usineiro de exploração agrícola já referido. A estação do Engenho Central foi parte integrante das filmagens do filme "Fogo Morto", de 1976. A estação está desativada desde a década de 1990, pela RFFSA. Fica na entrada da Usina São João, e está quase totalmente coberta de mato, como se pode ver na foto anaixo.
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Cenografia e Vida em Fogo Morto, Rachel Sisson, 1977; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960;Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, volume IV, 1958; Rodrigo Cabredo, 2006).





Estação de Reis


A estação de Reis foi inaugurada em 7 de setembro de 1883 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. Localiza-se na divisa entre os municíos de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo.
Próxima a diversas usinas da região, como a Santa Rita, a São João, a Usina Santana e a Santa Helena, era uma das estações de embarque dos materiais que iam para elas ou que seguiam delas para outras regiões (açúcar e álcool).
Nos anos vinte uma grande cheia inundou grande parte da ferrovia, uma ponte metálica que localizava-se na região de Reis foi totalmente submersa, o que dificultou bastante o trafego ferroviário pelo ramal, impedindo que produtos vindos do interior chegasse a Capital.
O prédio da estação está ainda de pé e totalmente abandonado. Segue a linha arquitetônica de várias estações do estado do final do século XIX. Os trens da CBTU que saem de Cabedelo não chegam até a estação de Reis, embora esta esteja no ramal. O prédio foi desativado há muitos anos sem uma data precisa, pela RFFSA.
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, volume IV, 1958; Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr., 1886).

Estação de Cruz do Espírito Santo

A estação de Cruz do Espírito Santo (ex-Espírito Santo) foi inaugurada em 7 de setembro de 1883 pela Conde D'Eu Railway Company Limited. Nos anos 1940, o nome foi alterado para Maguari, e, nos anos 1950, para Cruz do Espírito Santo. Antigamente, em dias alternados, três a quatro locomotivas cruzavam a estação local que distava 800 metros da cidade. O município de Cruz do Espírito Santo se destacou por muito tempo no cultivo da cana-de-açúcar, sendo este produto exportado através de sua estação. Não sei a situação atual da estação. Os trens da CBTU que saem de Cabedelo não chegam até a estação de Cruz do Espírito Santo, embora esta esteja no ramal. A estação foi desativa da a muitos anos pela RFFSA.
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, volume IV, 1958; Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr., 1886).

Estação de Paula Cavalcanti


A estação de Entroncamento foi inaugurada em 7 de setembro de 1883, no primeiro trecho aberto pela E. F. Conde D'Eu. O nome foi alterado para Paula Cavalcanti nos anos 1950, em homenagem ao "Cazuza Trombone", alcunha de José Francisco de Paula Cavalcânti, proprietário dos Engenhos Massangana e Santana, no município. Ali acontecia o cruzamento de duas linhas: o ramal de Cabedelo e o trecho até Pilar. Não conheço a situação atual da estação. "Vivemos momentos felizes naquela época', lembrou Francisca de Oliveira, referindo-se aos anos 1960 e início dos anos 1970, quando a ferrovia viveu seu tempo áureo na Paraíba. "Hoje vivemos só de saudade e o distrito está esquecido pelos administradores públicos e pela população do Estado, é lamentável, completou". (Correio da Paraíba, sobre a estação de Paula Cavalcânti, 11/09/2005). Tratas-e de uma das estações triangulares do Brasil. Foi desativada em 1997 pela CFN. Todo o comlexo foi tombado pelo IPHAEP em 2002.
(Fontes: Jônatas Rodrigues, 05/2006; Guias Levi, 1932-1984; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, volumes IV e XVII, 1958; Nilson Rodrigues, 2006; Estudo Descriptivo das Estradas de Ferro do Brazil, Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr., 1886; Correio da Paraíba, 11/09/2005; Coaraci Camargo, 2005).