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quarta-feira, 1 de junho de 2022

1° de Junho de 2022 - 100 Anos da Chegada do Primeiro Trem a São João do Rio do Peixe

Olá amigos do HFPB. Hoje, dia 1 de junho de 2022, uma data muito especial. Trata-se do centenário da chegada do primeiro trem ao Sertão Paraibano, mais especificamente ao município de São João do Rio do Peixe
De acordo com o relatório do de Viação e Obras Públicas do Governo Federal de 1921, traz um pouco da história de construção desta ligação de ambos os estados nos primórdios:

"Afim de facilitar a construcção das grandes barragens localizadas nos Estados do Ceará e Parahyba do Norte, providenciou-se em junho de 1920, pela Inspectoria de Obras contra as Seccas, sobre a ligação ferroviaria destes Estados.
Fez-se então o reconhecimento para o traçado de uma linha entre Timbaúba, hoje Paiano (km. 474 da Estrada de Ferro de Baturité), e Pilões, e de um subramal destinado ao transporte de materiaes para a construcção da grande barragem no boqueirão de Piranhas."

Como foi explanado acima, a linha tinha como objetivo principal a construção de barragens no Sertão paraibano, por parte do IFOCS, esta ligação férrea entre o Ceará e a Paraíba, com a implantação destes reservatórios, como foi o caso das barragens de Pilões, São Gonçalo e Piranhas, facilitaria o transporte de materiais para as mesmas. O mesmo relatório continua dessa maneira:

"Em janeiro de 1921 já estava sendo executada a linha de Pilões em direcção a Alagoinha, bem como o ramal de Cajazeiras a Pilões, conjunctamente com o trecho de Paiano a Alagoinha.
O serviço de terraplanagem já está prompto até Souza  e atacada a construcção da linha em toda a extensão de Souza a Patos."

Ao terminar o ano de 1921, a construção da linha principal já estava bastante adiantada, além dos ramais também com suas respectivas obras recebendo grandes movimentações de terraplanagem e obras d'artes diversas, como a construção de aterros, lastro, cortes, bueiros, pontilhões, pontes, por exemplo. O assentamento dos trilhos no ramal teve início no mês de novembro. 
Iniciou o ano de 1922 com fortes chuvas, nos primeiros meses, o que deixou lenta a construção da linha, o que atrasou o cronograma previsto. Durante os meses de março a maio os trabalhos de construção da linha e dos assentamentos dos trilhos ficaram bastante reduzidos, devidos a concertos em diversos pontos do trecho pelas intensas chuvas. 
Com as diminuições das referidas chuvas, a partir de maio, o assentamento da linha continuou ao mesmo tempo que se desenvolvia a construção.
Em junho, os trilhos chegam a São João do Rio do Peixe, e a partir daí seguiram em direção a Cajazeiras, e no outro lado em direção a Sousa.
No final de 1922 o Governo Federal cortou boa pate das verbas destinadas ao IFOCS, em especial a construção dos grandes reservatórios mencionados anteriormente. No dia 26 de dezembro de 1922, as obras do trecho a partir de Sousa até Patos foram entregues a Rede de Viação Cearense (RVC), para que esta prossiga com a construção do referido trecho. 
Porém, esta construção prosseguiu de forma bem lenta, muito devido a falta de recursos necessários, como por exemplo, a aquisição de trilhos, atrasando e muito a construção da linha a partir de Sousa. Só chegaria em Pombal em 1932, e só em 1944, mais de vinte anos após o início da linha Ceará-Paraíba, chegaria em Patos
A locomotiva a vapor desta primeira viagem era um trem de lastro, que na ocasião transportava materiais para o prolongamento entre o Estado do Ceará e o Sertão paraibano. Não se tem uma informação precisa de qual foi a máquina que fez esta viagem neste trecho da ferrovia já pronta, mas é provável que tenha sido as máquinas que o IFOCS adquiriu dos Estados Unidos na época para os trabalhos de construção dos açudes e da própria linha. Muitas delas vindas das empresas The Baldwin Locomotive Works e ALCO Locomotive Works.
Deixo aqui este singela lembrança deste dia histórico para a ferrovia paraibana, em especial sertaneja.

Trem de lastro levando materiais para a construção dos Açudes São Gonçalo, Pilões e Piranhas há 100 anos atrás. Possivelmente uma locomotiva da marca Baldwin Locomotive Works. Fonte: O Malho - 11 de novembro de 1922. 

Locomotiva 0-4-0ST da IFOCS construída pela Baldwin em abril de 1922. Trabalhou no canteiro de obras dos Açudes São Gonçalo, Pilões e Piranhas. No mês de abril do corrente ano, o exemplar de número 501, do Museu do Algodão de Campina Grande completou 100 anos de existência. 

Ponte provisória sobre o Rio do Peixe, por onde passa a linha para o Açude de Pilões em 1922. Fonte: O Malho - 11 de novembro de 1922. 

Ponte provisória sobre o Rio do Peixe, na entrada de São João do Rio do Peixe com dormentes de madeira servindo de pilares. Fonte: O Malho - 11 de novembro de 1922. 

domingo, 24 de outubro de 2021

Raridade - Estação de Patos na Década de 1970

Olá amigo do HFPB. Hoje, 24 de outubro de 2021, uma data especial, data esta em que se comemora os 118 anos de elevação a condição de cidade da "Morada do Sol", "Capital do Sertão", "Rainha do Sertão", enfim, alcunhas para descrever a querida cidade de Patos.
No dia 24 de outubro de 1903, a então vila de Patos foi elevada a condição de cidade, se tornando a mais próspera de todo o sertão paraibano, onde hoje supera a marca de 103 mil habitantes. 
Para comemorar esta importante data, fui agraciado pelo patoense Mielly Alves, residente da própria cidade de Patos de uma bela imagem da estação local na década de 1970.
A estação de Patos, como postada anteriormente, foi inaugurada em 19 de abril de 1944, pela RVC (Rede Viação Cearense), como parte de um plano em integrar os trilhos vindos do Ceará com os da Paraíba, fato este consumado apenas em 8 de fevereiro de 1958.
Na referida imagem pode-se observar caminhões Chevrolet 6500 das décadas de 50/60, estacionados ao lado da plataforma, possivelmente para descarregar alguma mercadoria, algodão talvez. Também podemos observar alguns vagões de cargas, Patos era uma importante rota entre a Paraíba e Ceará, e grande parte das cargas, sejam elas as mais diversas, especialmente o algodão, tinha Patos como uma importante parada para abastecimento destas.
A estação atualmente está em relativo bom estado de conservação, apesar do total abandono de todo o ramal do interior paraibano.
Mielly tem um apreço especial pela estação, seu pai, o Sr. Ademar Almeida, foi ex-funcionário da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), desde 1982, e atualmente aposentado. Ademar mora defronte a estação, onde dedicou com muito esforço o trabalho empregado na ferrovia onde foi artificio de via permanente e posteriormente condutor. Exemplo de empregado, onde constituiu família tendo 4 filhos.
Neste dia especial para todo patoense espalhado pelos 4 cantos da Terra, agradeço a Mielly pelo fornecimento desta bela imagem onde remetemos aos tempos áureos da ferrovia na Paraíba.
Deixo aqui meus singelos parabéns para a "Morada do Sol". 

Estação de Patos na década de 1970. Auto desconhecido. Arquivo: Mielly Alves

Sr. Ademar Almeida, ex-funcionário da RFFSA, pai do amigo Mielly Alves. Arquivo: Mielly Alves 

sábado, 18 de setembro de 2021

Raridade - Estação de Condado Na Década de 1950

Olá amigos do HFPB. Dando sequencia a série de estações sertanejas, recentemente fui gentilmente agraciado por incríveis fotografias da saudosa estação de Condado pelo pesquisador Francisco de Assis Pereira de Araújo. Imagens estas muito provavelmente da década de 1950. Estas maravilhosas fotografias pertencem ao precioso acervo de Sr. José Valdo de Oliveira, de Condado.  
A estação localizava no sítio Jenipapo, próximo a área urbana. Segundo informações do próprio Francisco, a estação foi demolida há anos, restando apenas a base da plataforma, além caixa d'água de concreto armado. Os pontilhões próximos ao local aonde existiu a estação, estão em bom estado de conservação, apesar do tempo e ausência de manutenções periódicas. 
Localizada no trecho entre Pombal e Patos, a estação segue a linha arquitetônica das estações pequenas da Rede de Viação Cearense (RVC) existentes em várias localidades no Sertão paraibano e cearense. 
A partir de março de 1957, todo o trecho entre Itabaiana até Sousa, fora incorporado a recém criada Rede Ferroviária Federal (RFFSA), sendo este trecho conhecido como "Ramal de Campina Grande", sendo a então Rede Ferroviária do Nordeste (RFN) uma subsidiária desta nova estatal. 
O ramal foi oficialmente inaugurado no dia 19 de abril de 1944, quando o trecho Pombal - Patos foi finalmente inaugurado, pondo fim ao "isolamento" via férrea da "Morada do Sol", ou seja, Patos. Porém, segundo o Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960, a estação de Condado foi construída anos depois, ou seja, inaugurada no dia 15 de março de 1956.
Por cerca de 24 anos, a estação de Condado serviu a comunidade local exclusivamente com o transporte de trens de passageiros até por volta de 1980, quando os trens de passageiros deixaram de trafegar entre Paraíba e Ceará. Esta decisão de suprimir o transporte de passageiros, causou uma lacuna enorme entre os habitantes locais, já que o transporte de trens de passageiros era a maneira mais fácil de locomoção até grandes centros como Campina Grande, João Pessoa, Fortaleza e Recife, por exemplo. 
Com tudo isso, estação local não teve a importância devida como ponto de parada, apenas trens de cargas trafegavam, não mais parando na gare da estação, sendo posteriormente abandonada e lamentavelmente demolida. 
Os trens de cargas por sua vez, trafegaram até início da década de 2010, posteriormente a linha entre Paraíba e Ceará foi fechada, e encontrasse em completo e total abandono, com muitos trilhos furtados em diversos pontos do ramal.
Restaram apenas a saudade e memória daqueles que viveram os tempos áureos quando os "gigantes de aço" faziam parada em Condado.

Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, Vol.5, 1960 


A saudosa estação de Condado na década de 1950, provavelmente. Fonte: Acervo de José Valdo de Oliveira

Esplanada da estação de Condado com pontilhão, depósito, caixa d'água e estação. Fonte: Acervo de José Valdo de Oliveira

Mapa do município de Malta na década de 1950, ainda com o então distrito de Condado. Este só viria a se emancipar em 18 de dezembro de 1961. Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, Vol.5, 1960 

Localidade da antiga estação de Condado, ampliado do mapa anterior do final dos anos 1950. Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, IBGE, Vol.5, 1960 

sábado, 24 de outubro de 2020

Raridade - Estação de Pombal na Década de 1940 - 88 Anos do Ramal Sousa - Pombal

Olá amigos do HFPB. Hoje, 24 de outubro de 2020, comemora os oitenta e oito anos da inauguração do trecho entre Sousa e Pombal, pela antiga Rede de Viação Cearense (RVC), sendo os trabalhos encarregados pela Inspectoria Federal de Obras Contra as Seccas (IFOCS).
A história da construção da linha férrea se deu por conta da necessidade do Governo Federal no início da década de 1920 através do então IFOCS (Inspectoria Federal de Obras Contra as Seccas) construir estradas de ferro pelo interior nordestino e barragens afim de amenizar os efeitos das prolongadas estiagens e melhor acesso entre as localidades sertanejas. 
O ramal que parta de Paiano, no Sertão cearense, alcançou o município de São João do Rio do Peixe em 1922, Cajazeiras em 1923 e Sousa em 1926.  o caminho de ferro deveria seguir com destino a Patos, porém com a paralisação das obras por parte do Governo Federal onde o mesmo cortou verbas do IFOCS destinado ao prolongamento da via férrea em 1923, o trecho correspondente entre Sousa PombalPombal Malta e de Malta Patos ficaram quase que paralisados. Sendo realizados apenas a conclusão do trecho até Sousa, cuja estação foi inaugurada no dia  13 de maio de 1926 pela RVC que ficou encarregada na administração da malha ferroviária sertaneja.
Com a subida ao poder do Presidente Getúlio Vargas em 1930, foram retomadas as obras do trecho entre Sousa Pombal, e o prolongamento passaria justamente defronte a histórica fazenda. Foram contratados inúmeros trabalhadores para tal obra, que ficou encarregada novamente pelo IFOCS
Os trabalhos seguiram em ritmo acelerado. Dentre o trecho onde passaria os trilhos, fica em destaque a história Fazenda Acauã, no município de Aparecida, na época pertencente a Sousa.  Este já foi tema de postagens passadas.
Depois de construir aproximadamente 54 km de obras no trecho que divide Sousa Pombal, e problemas com verbas ao longos dos últimos 10 anos, finalmente, no dia 24 de outubro de 1932 foi festivamente inaugurada o trecho até Pombal. A estação de Pombal está localizada no Km. 629.
Apenas em 8 de fevereiro de 1958, como já foi colocado também em postagens anteriores, ocorre a união entre Sertão e Agreste/Litoral, pondo um fim no "isolamento" desta região em relação a Capital paraibana, assim como as importantíssimas praças comerciais de Campina Grande, Recife e Natal.
Este trecho ficou mercado pelo escoamento de um dos principais produtos de exportação paraibana, me refiro ao algodão. Produto este exportado para o mundo inteiro, e a ferrovia teve papel fundamental para este escoamento.
Depois destes oitenta e oito anos, não temos muito o que comemorar. Desde 2013 o trecho está completamente desativado e pra completar, grande parte dos trilhos defronte a estação foram literalmente arrancados pela atual gestão municipal. 
Felizmente, a estação está preservada e em boas condições, e para "comemorar" este dia, deixo aqui uma imagem rara e bela da estação em princípios dos anos quarenta, do acervo da anriga RVC quando ocorria o prolongamento até Patos, imagem cedida gentilmente por Carlos Camocim, pesquisador cearense. Confira:

A estação em princípios da década de 1940


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Raridade - Estação de Malta em Construção na Década de 1940

Olá amigos do HFPB. Hoje trago uma imagem interessante e ao mesmo tempo rara da construção da estação sertaneja de Malta, no início da década de 1940.
A referida imagem foi fornecida gentilmente pelo pesquisador ferroviário cearense Carlos Camocim, e a mesma faz parte dos registros fotográficos da antiga da companhia RVC (Rede de Viação Cearense) do qual a estação de Malta pertencia. A estação local estava praticamente concluída, restando apenas alguns detalhes, como a inclusão de portas e janelas, cobertura da plataforma, além dos trilhos.
Seu projeto remete ao início da década de 1920, quando teve início da conhecida Estrada de Ferro Ceará - Parahyba, obra iniciada em 1921 e apenas concluída mais de vinte anos depois, com a conclusão do prolongamento até Patos
O primeiro trem de passageiros passou pela estação de Malta com destino a Patos no dia 26 de janeiro de 1944, provindo do Ceará. Porém, sua inauguração oficial ocorreu apenas no dia 19 de abril do mesmo ano, sendo esta festivamente celebrada.  
Construída entre 1942 e 1944, o ramal de prolongamento entre Pombal Patos seria a última etapa de unir via férrea os Estados do Ceará Paraíba, e consequentemente os demais estados nordestinos contemplados pela companhia férrea, caso de Pernambuco, Rio Grande do Norte e AlagoasA inauguração oficial do ramal ligando duas das maiores capitais da região, aconteceu no dia 8 de fevereiro de 1958 dia de grande festa para todo o Estado.
A estação de Malta, assim como outras da época, foram construídas no estilo arquitetônico vigente na época, o Art Decó. 
As imagens foram extraídas no site Google Maps, e mostram a estação habitada por alguma família da localidade. Estas imagens foram feitas na cidade por volta de 2014, acredito que atualmente a estação esteja bem mais deteriorada, sem nenhuma expectativa de retorno da linha férrea no interior paraibano. Fato muito lamentável.

Construção da estação de Malta no início da década de 1940.

Imagem capturada no site Google Maps, mostrando a estação totalmente deteriorada, porém servindo de moradia a uma família, por volta de 2014.  

Aspectos da estação de Malta muito deteriorada. Servindo de moradia para uma família. Imagem extraída no Google Maps. 

Aspectos da estação de Malta muito deteriorada. Servindo de moradia para uma família. Imagem extraída no Google Maps. 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Raridade - Estação de Patos em Construção No Início da Década de 1940

Olá amigos do HFPB. Hoje trago uma imagem interessante e ao mesmo tempo rara da construção da estação de Patos, no início da década de 1940. 
A referida imagem foi fornecida gentilmente pelo pesquisador ferroviário cearense Carlos Camocim, e a mesma faz parte dos registros fotográficos da antiga da companhia RVC (Rede de Viação Cearense) o qual a estação de Patos pertencia. A estação em questão estava praticamente concluída, restando apenas a colocação de postas e janelas, cobertura da plataforma, além dos trilhos.
Construída entre 1942 e 1944, o ramal de prolongamento entre Pombal e Patos seria a última etapa de unir via férrea os Estados do Ceará e Paraíba, e consequentemente os demais estados nordestinos, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas. Enfim, demorou vinte anos desde o início das obras em 1921, para que a linha férrea chegasse até "A Morada do Sol", como é conhecida carinhosamente a cidade de Patos.   
Apenas em 8 de fevereiro de 1958, aconteceu de fato a inauguração oficial da união férrea entre os estados mencionados anteriormente. 
A estação de Patos, assim como outras da época, foram construídas no estilo arquitetônico vigente na época, o Art Decó. Sua inauguração oficial ocorreu no dia 19 de abril de 1944, em grande festa contando com a presença de autoridades e grande massa da população local. 
Atualmente a estação está fechada sem a probabilidade de abertura, já que o ramal está abandonado há cerca de sete anos.
Confira abaixo a imagem histórica e comparação com uma imagem atual da mesma:

Imagem rara da construção da estação de Patos no início da década de 1940

Imagem atual da estação no mesmo ângulo da anterior. Fonte: Google Street View

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Evidências das Antigas Caixas D'Água de Ferro - São João do Rio do Peixe

Olá amigos do HFPB. Recentemente o amigo e colaborador são-joanense Wlisses Estrela, me enviou gentilmente imagens de locais onde foram instaladas caixas d'água para o abastecimento das antigas locomotivas a vapor, sendo estas, localizadas em pontos diferentes no município de São João do Rio do Peixe.
Essas caixas d'água, eram distribuídas, como mencionado anteriormente, em pontos distintos no município. Ao todo, segundo Wlisses, eram no número de quatro caixas d'água de ferro suspensas por estruturas metálicas. Estas estruturas foram retiradas há aproximadamente cinquenta anos, quando as locomotivas a vapor da Rede de Viação Cearense (que a estação de São João do Rio do Peixe estava subordinada) foram aposentadas, circulando a partir de então locomotivas diesel elétricas.
Wlisses me passou a localização destas caixas d'água no município, que eram as seguintes:
  • Existiam duas caixas d'água localizadas ao lado da estação local. Ele me afirmou que ainda podem serem encontradas as bases de concreto ao lado da estação.*    
  • Existia uma caixa d'água ao lado da Ponte metálica sobre o Rio do Peixe, na entrada da cidade, sentido São joão do Rio do Peixe - Sousa.
  • Existia também uma caixa d'água, juntamente com um cacimbão com a mesma estrutura metálica das demais, esta ainda existente, e resquícios de antiga casa de bomba no Sítio Viração, ao lado do Riacho Rabicho, a cerca de 2 km do centro urbano.
*Porém, segundo o são-joanense Pedro Doca, gentilmente explicou que "neste local era as caixas que abasteciam as locomotivas movidas a óleo diesel. No bairro da ponte, era caixa d'água, até hoje tem a base da caixa na época das máquinas a vapor."
A grande quantidade desses equipamentos de abastecimento das antigas locomotivas a vapor se deve pelo seguinte fato da região pertencer ao semi-árido nordestino. Esta região sertaneja em períodos de longas estiagem, passa a maior parte do ano sofrendo com os efeitos deste fenômeno natural que assola a região periodicamente.
Essas estruturas tudo indica, que foram construídas na década de 1920, quando a linha foi prolongada do Ceará até a Paraíba. Captava água nos mananciais disponíveis através de motores a vapor ou a diesel (precisa de uma pesquisa mais ampla a respeito), e os armazenava nestas estruturas metálicas localizadas ao lado da linha férrea.
Era São João do Rio do Peixe, que partiam comboios até Cajazeiras e outras cidades sertanejes, onde faziam as tradicionais baldeações.
Agradeço a Wlisses Estrela pelo fornecimento das imagens e dados valiosos quase esquecidos pela população local. Pra completar, Wlisses ainda me enviou uma bela imagem que remete a década de 1950 de senhoras da sociedade local defronte a uma dessas caixas d'água, na época o município se chamava Antenor Navarro, voltando ao antigo nome em 1989 (decisão mas que acertada). Confira abaixo as imagens que Wlisses gentilmente me enviou:

Senhoras da sociedade são-joanense na década de 1950, ao lado de uma das caixas d'água (na realidade, eram caixas reservadas no armazenamento de óleo diesel para as locomotivas diesel elétricas da RVC) localizadas na estação de São João do Rio do Peixe. Autor desconhecido.

As duas caixas d'água localizavam ao lado da antiga estação local. Foto: Wlisses Estrela.

Uma das caixas d'água localizava-se ao lado da Ponte do Rio do Peixe. Foto: Wlisses Estrela.

Evidências da base de concreto de uma caixa d'água localizada perto do Riacho Rabicho, no Sítio Viração. Foto: Wlisses Estrela.

Evidências da base de concreto de uma caixa d'água localizada perto do Riacho Rabicho, no Sítio Viração. Notem nas bases restos dos antigos grampos metálicos que fixavam a base com a estrutura da referida caixa d'água. Foto: Wlisses Estrela.

Única peça de ferro sobrevivente. Cacimbão que armazenava água provida do Riacho Rabicho que era bombeada por um motor até este reservatório e para a caixa d'água suspensa ao lado da linha férrea. Foto: Wlisses Estrela.

Local onde se encontra a única peça de ferro sobrevivente. Cacimbão que armazenava água provida do Riacho Rabicho que era bombeada por um motor até este reservatório e para a caixa d'água suspensa ao lado da linha férrea. Foto: Wlisses Estrela.

A estrutura do cacimbão ainda preservada, porém desgastada com a exposição as intempéries da natureza. 

Local aonde se localizava a casa de bombeamento da água do Riacho Rabicho para o cacimbão e caixa d'água suspensa. Foto: Wlisses Estrela.

Pontilhão sobre o Riacho Rabicho, 2 km da cidade, ao fundo Josué. Foto: Wlisses Estrela.

Colaborador Wlisses Estrela e Josué no Riacho Rabicho.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Estação de Acauã - Local de Uma Fazenda Histórica no Sertão

Olá amigos do HFPB. Hoje trago a todos vocês mais uma história da série de estações sertanejas. Desta vez contaremos um pouco da história da estação de Acauã, localizada no município de Aparecida, na região de Sousa.
A estação Acauã tem sua história ligada diretamente com a mítica e histórica Fazenda Acauã, uma das mais importantes e antigas de todo o Sertão nordestino. A história da ferrovia na localidade se confunde com a história da fazenda.
a história desta fazenda data de 1760, quando a casa e capela foram construídas. O sobrado anexo a capela fora construída em princípios do século XIX. Seu valor histórico está no fato de ter sido de propriedade do padre Luiz José Correia de Sá, que teve importante participação na revolta de 1817, e por também ter abrigado em caráter de preso rebelado contra os imperialistas de 1824, o Frei Caneca. A capela com torre sineira, é decorada interiormente com talhas e pinturas de delicado acabamento, e está localizada entre o sobrado e a casa térrea, sendo esta protegida contra o sol por alpendre nas fachadas. Tanto a capela quanto o sobrado, tem beirais em cimalha de boca de telha.  
Todo o complexo arquitetônico foi tombado pelo IPHAN em 27 de janeiro de 1967. Em junho de 1988 o complexo histórico foi adquirido pelo Governo Estadual. Nos últimos 10 anos o complexo passou por restaurações.
A história da construção da linha férrea cortando as terras da referida fazenda se deu por conta da necessidade do Governo Federal no início da década de 1920 através do então IFOCS (Inspectoria Federal de Obras Contra as Seccas) construir estradas de ferro pelo interior nordestino e barragens afim de amenizar os efeitos das prolongadas estiagens e melhor acesso entre as localidades sertanejas. 
O ramal que parta de Paiano, no Sertão cearense, alcançou o município de São João do Rio do Peixe em 1922, Cajazeiras em 1923 e Sousa em 1926. O caminho de ferro deveria seguir com destino a Patos, porém com a paralisação das obras por parte do Governo Federal onde o mesmo cortou verbas do IFOCS destinado ao prolongamento da via férrea em 1923, o trecho correspondente entre Sousa a Pombal, Pombal a Malta e de Malta a Patos ficaram quase que paralisados. Sendo realizados apenas a conclusão do trecho até Sousa, cuja estação foi inaugurada no dia  13 de maio de 1926 pela RVC (Rede de Viação Cearense) que ficou encarregada na administração da malha ferroviária sertaneja.
Com a subida ao poder do Presidente Getúlio Vargas em 1930, foram retomadas as obras do trecho entre Sousa e Pombal, e o prolongamento passaria justamente defronte a histórica fazenda. Foram contratados inúmeros trabalhadores para tal obra, que ficou encarregada novamente pelo IFOCS.    
Dentre estes contratados se destaca a figura do Engenheiro José Rodrigues Ferreira, nascido nos Estados Unidos e naturalizado brasileiro. O Engenheiro Ferreira era contratado pelo IFOCS/RVC para o prolongamento férreo. Quando esteve na Paraíba o Engenheiro Ferreira soube da existência de uma grande fazenda que estaria sendo vendida, esta fazenda pertencia ao Dr. João Suassuna. Quando o ex-governador João Suassuna foi assassinado no Rio de Janeiro em outubro de 1930, a fazenda passou para a viúva Dona Rita Vilar. Em 1932 ela vendeu sua parte ao Engenheiro Ferreira. A partir de 1932 o Engenheiro Ferreira passou a ser o dono exclusivo da Fazenda Acauã, onde administrou perfeitamente entre esta data até sua morte em 1952.
O trecho entre Sousa e Pombal foi inaugurado em 24 de outubro de 1932, concluindo mais uma etapa no prolongamento do ramal do Sertão, que por sua vez se uniria ao ramal de Penetração, partindo de Alagoa Grande, mas que teve os planos cancelados anos antes. Lembrando que este trecho não avançou em direção a Patos até 1944, quando o ramal foi prolongado em direção a esta cidade.
A antiga estação de Acauã ficava a alguns metros de distância da referida fazenda, o qual se beneficiou diretamente do transporte ferroviário. 
O Engenheiro Ferreira posteriormente construiu uma usina de oiticica, de beneficiamento do algodão, construção de barragens, além de vasta criação de gado bovino. Realmente uma fazenda extremamente próspera.
A estação além do transporte de mercadorias da fazenda e da região, também era destinada ao transporte de passageiros, onde foi construída uma casa do chefe da estação e caixa d'água para o abastecimento das locomotivas a vapor.
Infelizmente com o fim do tráfego de passageiros na década de 1970/80 na região, a estação foi demolida sem houver nenhum respeito com a memória ferroviária local. Um verdadeiro crime contra o patrimônio histórico. Em 2013, o último trem de carga passou pela região sem a menor perspectiva de volta.

Fontes e fotos: "O Apóstolo do Sertão" (mini documentário a respeito do Engenheiro Ferreira produzido por Laércio Filho em 2008.
http://agenciaeconordeste.com.br/fazenda-acaua-e-icone-da-reforma-agraria-no-nordeste/
http://www.ipatrimonio.org/?p=20316


Estação de Acauã ao fundo.

Gado bovino do Engenheiro José Rodrigues Ferreira. Na lado direito pode observar parte da estação.

Família do Eng. Ferreira na década de cinquenta. No lado esquerdo parte da estação.

Fazenda Acauã e usinas ao lado.

Usina de beneficiamento de algodão e oiticica.

A histórica Fazenda Acauã.

Linha férrea defronte ao complexo histórico.



quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Estação de Brejo das Freiras (Antiga Poço Adão)

Olá amigos do HFPB. Em mais uma postagem sobre estações sertanejas, hoje desembarcamos na imemorial estação de Brejo das Freiras, antiga Poço Adão, localizada no município de São João do Rio do Peixe.  
A história dessa localidade se remonta a década de 1920, com o prolongamento da Estrada de Ferro Ceará - Parahyba. Obra esta encarregada pela Inspectoria Federal de Obras Contra as Seccas (IFOCS) iniciada em junho de 1920 com o objetivo de construção de grandes açudes no Sertão para suprir as necessidades da população tão escassas nos períodos de estiagens.
As obras seguiram regularmente entre Paiano, no vizinho Estado do Ceará até o primeiro trecho em São João do Rio do Peixe e Cajazeiras, inaugurado oficialmente em 5 de agosto de 1923. 
A estação de Poço Adão, era modesta e pequena, servia fundamentalmente para suprir o tráfego de passageiros entre a localidades de Brejo das Freiras e da população rural como um todo. A partir da construção e conclusão do Açude Pilões a estação passou a ser administrada pela Rede de Viação Cearense (RVC) até a criação da RFFSA em 1957.
Uma das histórias marcantes da estação e do município de São João do Rio do Peixe foi o ataque do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião e seu bando em 14 de maio de 1927, causando pânico na comunidade com ataques a estação e nas redondezas.
Este ataque ao município de São João do Rio do Peixe e região antecedeu o grande combate travado entre a população de Mossoró e os cangaceiros que tentaram invadir esta cidade potiguar no dia 13 de junho de 1927, resultando em uma grande derrota ao grupo de Lampião, sendo mortos os cangaceiros Colchete e Jararaca
Brejo das Freiras ainda é muito conhecido também pela suas águas termais. Está localizada a 9 km da sede municipal. A Estância Termal Brejo das Freiras é considerada como balneário de importância significativa, recebendo visitas os ano inteiro.
De acordo com a história do local e sua importância transcrevo aqui parte da postagem de Antonio Nogueira da Nóbrega do blog umolharsobresaojoao.blogspot.com na seguinte maneira:
"No ano de 1921, na gestão de Epitácio Pessoa, então presidente da República, era iniciada a construção do açude de Pilões, com o sangradouro na cota de 268 metros, o que faria submergir inteiramente o local das fontes termais, inutilizando-as para sempre. Para salvá-las, reduziu-se a capacidade de água armazenada - de 350 milhões de metros cúbicos para l3 milhões. Na época, o governador do Estado era Sólon de Lucena.       
            Em 1932, o governo de Antenor Navarro, entusiasmado com a importância das termas, desapropriou as terras das freiras, através do Decreto 278, de 22 de abril do mesmo ano, considerando-as de utilidade pública. Até os dias de hoje, a Estância Termal de Brejo das Freiras pertence ao Estado, mas poderá mudar de dono, pois o governo deseja privatizar toda a sua rede hoteleira.
            Desapropriadas as terras, o arquiteto Nestor Figueiredo estudou um plano urbanístico, e o Interventor do Estado abriu crédito para a execução de seu programa. Mas, com a morte de Antenor Navarro, ocorrida a 26 de abril de 1932, a ideia foi abandonada.
Em 1933, Gratuliano de Brito, então Interventor do Estado, interessado pela criação da Estância Termal, autorizou a realização de estudos complementares, ficando confirmado que as águas termais tinham origem filoniana e subiam até  à superfície através de uma profunda fratura geológica, constituindo manifestações de antigas atividades vulcânicas.
            A convite de Gratuliano de Brito, Getúlio Vargas, o então presidente da República, e o ministro José Américo de Almeida visitaram o local, fazendo o lançamento da pedra fundamental da cidade termal. Isso ocorreu, provavelmente, no dia 14 setembro de 1933, quando da visita que o presidente fizera a Pilões,  a fim de inaugurar o açude público daquela localidade.
             A construção do hotel e balneário foi realizada no espaço de seis meses, dando-se a sua inauguração no dia  27 de maio 1944, num sábado, às 16h, tendo sido animada pela orquestra “Jazz Tabajara”. O ato inaugural, que foi presidido pelo Interventor Ruy Carneiro, contou com a presença de autoridades de todo o país, inclusive do prefeito de São João do Rio do Peixe, o Sr. .Gerôncio Nóbrega. No entanto, a situação econômica do Estado não permitiu que o primeiro plano fosse executado integralmente.
Antes da construção do atual hotel e balneários, o que havia no local, era apenas um tanque rudimentar, escavado no chão, com três metros cúbicos de volume, amparado por uma paliçada de madeira, com coberta de telha. Nesse tanque, sem higiene e sem conforto, banhavam-se as pessoas que recorriam aos efeitos miraculosos dessas águas. "  
Voltando a história da estação, lamentavelmente foi fechada por ordem do Governo Federal em 25 de janeiro de 1965, consequentemente sendo demolida, ato abominável, sem respeito a memória cultural e história local. Restando apenas a velha plataforma, como um retrato de que ali um dia parava trens ligando os dois estados.

Fonte: http://umolharsobresaojoao.blogspot.com


Local onde existia a estação de Brejo das Freiras, existindo apenas a plataforma. Fonte: Google Street View. 

Local onde existia a estação de Brejo das Freiras, existindo apenas a plataforma. Fonte: Google Street View. 

Local onde existia a estação de Brejo das Freiras, existindo apenas a plataforma. Fonte: Google Street View 

Não é a estação de Brejo das Freiras, mas era similar a esta de Espinharas (Passagem)



quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Estado Atual da Estação de Pombal

Olá amigos do HFPB. Hoje em mais uma postagem da série de estações sertanejas falaremos da estação de Pombal. As imagens foram cedidas gentilmente pela colaboradora Francisca Arruda
As referidas imagens foram tiradas pela própria Francisca e por sua neta Ellen Letícia no último domingo dia 6 de outubro. Na ocasião, eram realizadas as tradicionais festas da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, festa esta com  mais de um século de tradição. 
O estado que se encontra a antiga estação da RVC (Rede de Viação Cearense) é de regular a boa conservação, tudo isto graças ao empenho do Senhor Miguel Ferreira da Silva desde o fechamento desta em 1998. Este dedica boa parte de seu tempo na preservação e conservação do prédio de mais 87 anos de existência.
A estação de Pombal foi construída como parte integrante do Ramal Ceará - Paraíba, com os trabalhos iniciados de prolongamento entre os estados em 1921. O ramal tinha como objetivo de prolongar os trilhos até Patos, esta por sua vez se uniria ao Ramal de Penetração, partindo de Alagoa Grande até Patos.
Durante este período entre 1921 e 1922, o ramal seguiu em ritmo acelerado de construção, em Pombal foram feitas inúmeras obras em aterros, cortes, entre outros. 
Porém, no início de 1923, com o corte de verbas por parte do Governo Federal através do IFOCS (Inspectoria Federal de Obas Contra as Seccas) grande parte das construções tiveram seu ritmo diminuído ou até mesmo em várias frentes paralisadas completamente.  
Esta paralisação afetou especialmente a frente de trabalho do prolongamento entre Sousa e PombalA estação de Sousa foi inaugurada festivamente no dia 13 de maio de 1926.
Por deficiência de verbas destinadas ao prolongamento o ramal foi seriamente comprometido e pouco ou quase nada foi construído. 
Até que no início da década de 1930 o IFOCS retomou as obras paralisadas anos antes para completar o Ramal Sousa - Pombal. Boa parte do serviço de prolongamento já haviam sido realizados desde o início da década de 1920, mas faltavam outras obras pendentes, a exemplo da grande ponte metálica sobre o Rio Piancó, próximo a cidade de Pombal.  
Os trabalhos neste período seguiram em ritmo acelerado com inúmeros trabalhadores contratados para esse fim. 
Depois de construir aproximadamente 54 km de obras no trecho que divide Sousa e Pombal, e problemas com verbas ao longos dos últimos 10 anos, finalmente, no dia 24 de outubro de 1932 foi festivamente inaugurada a estação de PombalBela estação construída em estilo Art Decó, típicos da década de 1930. 
O prédio pertence e administrado pela Prefeitura Municipal há cerca de vinte anos, desde que foi fechada pela CFN em 1997.
O ramal parou de trafegar trens de carga por volta de 2013, ficando em completo abandono desde então. Mas a dedicação do Senhor Miguel não deixou que a estação ficasse na total penúria. 

A bela estação de Pombal na tarde do dia 6 de outubro. Foto: Ellen Letícia

Estação de Pombal na tarde do dia 6 de outubro. Foto: Ellen Letícia

A bela estação de Pombal na tarde do dia 6 de outubro. Foto: Ellen Letícia

Procissão do Rosário saindo da estação em direção a igreja de Nossa Senhora do Rosário na manhã de 6 de outubro. Foto: Francisca Arruda.

Procissão do Rosário saindo da estação em direção a igreja de Nossa Senhora do Rosário na manhã de 6 de outubro. Foto: Francisca Arruda.