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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

O Sistema de Bondes a Tração Animal da Capital Paraibana - Parte 2

Olá amigos do HFPB. Dando continuidade a história do sistema de bondes movidos a tração de animais da Capital paraibana. 
Na postagem anterior, tivemos a inauguração do sistema de tração de bondes ocorrida em 6 de junho de 1896, e sua consolidação, ampliando-se para outras localidades da Capital.
Com o rebaixamento da Ladeira do Rosário, iniciado em setembro de 1905 e concluído em janeiro de 1906, obra esta implementada pelo Governo Estadual, afim de facilitar o transito de bonde com mais passageiros, vencendo as partes em decline do trajeto, a Companhia Ferro-Carril Parahybana prolongou seus trilhos até o então Sítio Cruz do Peixe, no atual Bairro de Tambiá
No Sítio Cruz do Peixe, foi construído outro terminal, estação, para melhor comportar os bondes. Este prolongamento seguia o seguinte trajeto: Iniciava no Largo da Gameleira, passando no Convento e Igreja N.S. do Carmo, seguia em direção a Igreja Mãe dos Homens, descendo em direção ao Sítio Cruz do Peixe, onde uma estação terminal fora construída. O percurso seria de 1.450 metros. 
Naquele mesmo ano outro serviço entraria em cena na Capital paraibana, seria a "Ferrovia de Tambaú", porém este será contado em uma postagem específica, em breve.
Segundo Mensagem à Assembleia Legislativa em 01 de setembro de 1907 do então Presidente do Estado, Monsenhor Walfredo Leal:

"Em minha Mensagem do anno passado referi-me do seguinte modo em relação á empresa "Ferro-Carril" que faz o serviço de locomoção nesta capital: "O governo que é o seo maior accionista cogita de encampal-la, procurando por  esse meio chamar a si sua fiscalisação e direcção e dar-lhe alento de vida, afim de não desapparecer essa empresa de tanta utilidade, de vantagem indiscutível para o Estado".
Effectivamente, dando cumprimento á lei n.248 de 18 de setembro de 1906 levei effeito esta resolução, tendo sido realisada a compra da empresa pela importancia de 42:492$640.
Diz a administração da "Ferro-Carril" que a empresa estava em pessima condições de conservação, só possuindo 59 burros magros e fracos, 7 carros de passageiros 2 de carga; hoje porem, ella prospera, tendo augmentado para 70 o numero de animaes, construindo mais um carro de passageiros, melhorado o material rodante etc.
Alem disso, está quasi concluido um grande edificio na Cruz do Peixe, para o qual sera brevemente mudada a cocheira, o que era de maxima necessidade para melhor installação dos animaes. A nova cocheira está situada em um terreno que adquiri no Tambiá pela quantia de 3:500$000; no mesmo edificio ha dependencias proprias para a estação, e para a instalação de uma bôa officina de serventia á companhia "Ferro-Carril" e á ferro-via de Tambaú."

Resumindo, as condições da Ferro-Carril em 10 anos de utilização não eram nada agradáveis. O Governo Estadual tomou esta providência em encampá-la para que a mesma não "morra". Um fato que chamou negativamente a atenção, foi as condições físicas dos animais, lamentavelmente eles estavam trabalhando muito e recebendo pouquíssima atenção por parte da companhia. O importante, para muitos, era continuar os serviços, sem levar a consideração o bem estar destes animais, entre outros problemas que apareciam periodicamente, "o show deve continuar". 
Segundo o mesmo relatório:

"O deficit, porem, não traduz máo estado das finanças, porque elle foi motivado pelos melhoramentos que constituem serviços extraordinários, taes como a construcção da cocheira, cuja despesa monta a . . . . . 8:024$300, a compra de 11 burros por 1:490$000, material importado da Europa no valor de 3:797$290 e outros trabalhos que não devem ser computados como dispesa ordinária.
São pois, satisfactorias as condições de prosperidade da "Ferro-Carril" resultando de sua encampação feita pelo governo grande somma de beneficio publico.   

Com estes melhoramentos por parte do Governo Estadual, quando assumiu literalmente "as rédeas" da Ferro-Carril, deu novo fôlego a um serviço essencial para a Capital paraibana. Porém, o que deveria constituir em uma melhoria significativa nos serviços não significou lucros e nem melhoramento no sistema, dando defeitos constantes, causando verdadeiros embaraços a população. 
Um fato ocorreu no dia 6 de outubro de 1907, durante os festejos no bairro do Tambiá, segundo consta no jornal A República de 9 de outubro daquele ano, trazendo o seguinte:

 "No domingo durante os festejos no bairro do Tambiá, quebraram-se tres carros da ferro carril, causando verdadeiro atropello às familias que compareceram á referida festa."

O mesmo jornal, em 11 de outubro de 1907, lança outra nota sobre os precários serviços da companhia:

"O director das obras publicas, não se tem despreocupado do serviço de bonds, que corre sob sua activa direcção. Sabemos que o referido funccionario deu as providencias necessarias, opportunamente, para que fosse encommendado o material indispensavel, e trabalha na construcção de novos carros, existindo já alguns completamente reformados. A demora havida por parte das fabricas estrangeiras na execução da encommenda, motivou algumas faltas que se tem verificado, e que ao publico cumpre desculpar, attendendo a que não se originam de descuidos por parte do responsavel pela manutenção da empresa que o governo adquiriu. Orgam politico, absorve as nossas melhores energias a defesa da causa que defendemos, mas não temos intuitos de melindrar gratuitamente aos que se dedicam ao exercicio de suas funcções, procurando corresponder aos encargos respectivos. Estamos convencidos de que não perdurará a causa de alguns inconvenientes verificados no serviço de transportes, e seria uma deslealdade que não queremos patrocinar, desconhecer o zelo dos que se manifestam compenetrados das obrigações que lhes decorrem dos cargos que exercem. Entendemos justo fazer esta declaração."

Um serviço quando foi encampado em 1906 tinha o intuito de melhora-lo, mas como vimos, os investimentos por parte do Governo Estadual não surtiram o efeito esperado, afim de trazer maior comodidade a população da Capital paraibana na época. 
Segundo a Mensagem à Assembleia Legislativa em 01 de setembro de 1909 do então Presidente do EstadoJoão Lopes Machado, torna este fato mais evidente:

"Em 30 de Outubro do anno passado designei para exercer o cargo de gerente da Ferro Carril ao Senr. Jose de Meira Lima Sobrinho, funccionario do Thesouro. Estavam então em más condições de conservação os materiaes respectivos.
Reparados convenientemente tem o serviço corrido com regularidade, si bem que os rendimentos obtidos não tenham ainda permittido os melhoramentos necessarios, para corresponder perfeitamente  urbana ao desenvolvimento que está exigindo a viação urbana desta Capital.
O Senr. Major Manoel Deodato de Almeida Monteiro consentiu que fossem canalisadas as aguas do seu reservatorio, na propriedade que possue na Cruz do Peixe, e tem abastecido gratuitamente a estação central da Ferro Carril, sob a condição de serem feitos por esta os concertos que, porventura, se tornarem precisos no seu moinho.
Todavia, para evitar os embaraços que os desarranjos momentaneos têm occasionado, está sendo aberto um poço nos terrenos que possue o Estado, onde se acha a referida estação central. Têm sido reparados os trilhos, substituidos dormentes imprestáveis e adquiridos burros para o serviço dos bonds, havendo sido vendidos os que não mais servir.
As notas financeiras relativas a esse estabelecimento constão da parte financeira desta mensagem, como verificareis."

Porém, estes investimentos pouco surtia em realidade, não dando bons resultados expressivos. Na época, 7 bondes estavam em funcionamento, e um para reparos. No total, haviam 77 burros, destes 5 haviam morrido, dois vendidos, pois não prestavam para o emprego. Para piorar ainda mais, no ano de 1910, devido as rigorosas chuvas registradas na Capital, inúmeros animais adoeceram, ficando apenas 26 em condições de trabalho. 
Os recursos era escassos para compra de novos burros, com todo este problema o sistema de bonde foi ficando comprometido, aumentando o intervalo de tráfego dos bondes para uma hora, reduzindo, consequentemente, o número de carros em circulação.
Novamente o Governo Estadual, através da Mensagem à Assembleia Legislativa em 01 de setembro de 1910 do então Presidente do EstadoJoão Lopes Machado, tenta contornar a situação precária da Ferro-Carril, como pode ver a seguir:

"De 1° de julho do anno passado a 30 de junho deste anno, a receita dessa empresa importou em . . . Rs. 51.211:400, havendo sido de Rs. 53:117:290 o valor das despesas realizadas.
O governo, no intuito de melhorar o serviço de transporte urbano, fez encommenda de dois bonds automoveis, que deverão chegar brevemente.
O resultado da experiência esclarecerá o governo sobre as providencias que reclamam urgentemente as condições actuaes do serviço.

Através dessa mensagem apresentada, a utilização da força animal para o emprego era demais brutal, especialmente nos trechos ladeirosos de forte declive como a da Rua do Rosário, por exemplo. 
Porém, antes da inauguração do novo sistema de bondes, no dia 10 de dezembro de 1910, todo a Companhia Ferro-Carril Parahybana, juntamente com seus imóveis, móveis e semoventes, de acordo com clausula XIII, do contrato celebrado, em 4 de outubro, foram entregues os serviços para os Engenheiros Alberto San Juan, Tiago Vieira Monteiro e Júlio Bandeira de Melo.
Os dois novos bondes chegaram quando estavam já no regime de contrato de viação elétrica. A  tão esperada data de inauguração do novo sistema aconteceu em 15 de fevereiro de 1911, já sob nova direção, que se tratava da Empresa Tração, Luz e Força. 
Os antigos bondes de tração animal continuariam a circular por um certo período até aproximadamente em meados de 1917, um pouco mais de vinte anos de serviços com seus altos e baixos, quando gradativamente foi totalmente substituído por outro sistema mais moderno e vigente em vários recantos do país, bondes à Tração Elétrica. 

Fontes: 
Roteiro Sentimental de Uma Cidade, Walfredo Rodriguez, Ed. A União, 2° Edição, 1994.
Mensagem Apresentada à Assembleia Legislativa, Dr. Álvaro Lopes Machado, 1 de Setembro de 1907.
Mensagem Apresentada à Assembleia Legislativa, Dr. Álvaro Lopes Machado, 1 de Setembro de 1909.
Mensagem Apresentada à Assembleia Legislativa, Dr. Álvaro Lopes Machado, 1 de Setembro de 1910.
Jornal A República - 9 de outubro e 11 de outubro de 1907. 
...E O BONDE A BURRO FOI IMPLANTADO: um ícone de modernidade da cidade da Parahyba no final do século XIX. José Estevam de Medeiros Filho, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, UFBA, 2013.

Estação de Cruz do Peixe, por volta de 1910

Estação de Cruz do Peixe e ao fundo a direita a estação da Ferrovia de Tambaú em 1910

Em primeiro plano a direita, o prédio da Empresa Tração, Luz e Força,  ao fundo a direita a estação da Ferro-Carril de Cruz do Peixe por volta de 1912

Antiga sede da Ferro-Carril Parahybana em 1920 já como função de armazém particular 

Um antigo bonde de tração animal abandonado na Praia Formosa em Cabedelo em 1927. Autor desconhecido 

Modelo restaurado de bonde a tração animal exposto no pátio da Usina Cultural Energisa, antiga usina de energia da Empresa Tração, Luz e Força. Foto do autor em maio de 2015 

sábado, 13 de novembro de 2021

O Sistema de Bondes a Tração Animal da Capital Paraibana - Parte 1

Olá amigos do HFPB. Hoje inicia uma série de postagens a respeito da história do sistema de bondes na Capital paraibana, João Pessoa, na época chamada de Parahyba.
História essa que tem seu gênese no final do século XIX, mais precisamente em 19 de abril de 1895, quando vários negociantes da capital, a firma exportadora de algodão Aron Cahn & Cia, se reuniram na sede da Associação Comercial com o objetivo de fundar uma companhia de bondes. 
Inúmeras capitais brasileiras já haviam instalado seu sistema de transporte de bondes urbanos, especialmente movidos à tração animal (muares), e a capital de todos os paraibanos não poderia ficar de fora desse progresso. Dentre as capitais nordestinas contempladas com este benefício antes de João Pessoa, destacam-se: Salvador em 1866, Maceió em 1869, Recife em 1871, São Luiz em 1872 e Fortaleza em 1880. Era a vez da capital paraibana ser também agraciada com o transporte de bondes.
Sob a direção do Engenheiro Antônio Augusto de Figueiredo Carvalho, iniciou-se a construção, no dia 24 de agosto de 1895, do prédio que iria servir de escritório à Companhia Ferro-Carril Parahybana, ao lado da antiga estação da The Conde D'Eu Railway Company, esta, demolida em 1942 para a construção da atual Estação da CBTU de João Pessoa. Estiveram presente ao ato de lançamento da pedra fundamental várias autoridades e grande parte da população local.
A diretoria da Companhia Ferro Carril Parahybana, fez remessa a companhia alemã Orenstein & Koppel, da importância de 1.116 libras esterlinas como primeira prestação do contrato para o fornecimento do material para a implantação da referida ferro-carril.
De acordo com o jornal A União de 22 de fevereiro de 1896:

"Segundo aviso recebido hontemda casa Orenstein & Koppel, de Berlin, embarcou em data de 30 de Janeiro ultimo no navio de vella "Luna" o material encommendado aquella casa para a nossa linha de bonds. Parabéns, pois, aos accionistas da mesma, que irão, em breve, ver realisado este melhoramento em nossa capital."

No dia 28 de março de 1896, chegou ao Porto de Cabedelo, o navio Luna, com todo o material necessário para a implantação da linha.
Os trabalhos seguiram em ritmo acelerado, até que o tão esperado dia de inauguração chegou, aquele 6 de junho de 1896, entraria definitivo para a história do sistema de transportes urbanos paraibano.
De acordo com o excelente livro "Roteiro Sentimental de Uma Cidade" de Walfredo Rodriguez, 2° Edição, 1994, descreve o trajeto inicial da linha da Ferro-Carril:

"Partindo da Praça Álvaro Machado, a linha passava pela Praça Pedro II (atual 15 de Novembro), subia a Visconde de Inhaúma, curvando à direita pela Rua do Comércio (posteriormente Maciel Pinheiro); subia a curva, à esquerda, pela Estrada do Carro (depois da guerra civil de Canudos denominada de Rua Barão do Triunfo), passando, em curva, à direita, pela frente do antigo Quartel do 27.° Batalhão de Linha, no Largo Cel. Bento da Gama, (na atualidade, Praça Pedro Américo), e daí curvando, à esquerda, subia a Rua do Fogo (Avenida Guedes Pereira dos nossos dias), para tornar a fortemente íngrime Ladeira do Rosário. Ali bifurcando à direita, seguia pela Rua Direita, passando em frente ao Palácio do Govêrno, Rua Bom Jesus dos Martírios até a Igreja do mesmo nome, onde estavam as pontas dos trilhos."   

Como não poderia ser, a festividade tomou conta de todos os recantos da cidade. Os pontos terminais da linha foram enfeitados com bandeirolas, os bondes foram ornados com folhas de pitangueiras e galhardete (tipo de bandeira usada no âmbito náutico, geralmente em formato triangular). Durante a noite mais festividades se seguiram, com a queima de fogos de artifício, além da banda de música do 27° Batalhão da Polícia, animando os festejos daquele dia histórico.
Este tráfego provisório de 1,2 Km de extensão, ficou conhecido como "Linha do Comércio", tornou-se a melhor opção para o percurso, transformando em definitivo. Não terminou por aí, em pouco tempo após a abertura do tráfego em 6 de junho, a Companhia Ferro-Carril Parahybana, abriu mais duas extensões de suas linhas. 
A Linha do Tambiá, fazia o mesmo percurso da Linha do Comércio, passando pela Igreja do Rosário dos Pretos, dobrava à esquerda, alcançando a Rua Duque de Caxias, passava pela Rua São Francisco, ia até o Campo do Conselheiro Henriques, onde era o ponto terminal do ramal, em frente ao Convento e Igreja Nossa Senhora do Carmo. O percurso somado partindo da Igreja do Rosário até a do Carmo, era relativamente curto, com 500 metros de extensão, somados aos 1,750 metros desde seu ponto inicial.
A Linha das Trincheiras, foi a segunda a ser aberta naquele mesmo ano, seguia o mesmo traçado da Linha do Comércio, passando pela Igreja do Rosário dos Pretos, dobrava à direita, percorrendo 600 metros passando pela Rua Duque de Caixas, passando na lateral do Campo do Comendador Felizardo, como também na frente do Lyceu Parahybano, pelo Palácio do Governo, até seguir para a Rua das Trincheiras onde o ponto terminal era em frente a Igreja Bom Jesus dos Martírios. O percurso total entre o ponto inicial até o terminal, defronte a Igreja dos Martírios era de 1,800 metros.
Durante este período de expansão dos referidos ramais, foi acrescentado também um desvio, afim de facilitar no retorno dos bondes para a chamada Linha Comércio ao ponto inicial do Largo da Gameleira. Este desvio iniciava logo após a subida da Ladeira do Rosário, quando a linha bifurcava e seguia para a à direita, alcançando a Rua Duque de Caxias, este bifurcava em seguida à esquerda na primeira esquina, adentrando no Beco do Barão, seguiam curvando à esquerda, percorrendo o pátio da Igreja Nossa Senhora das Mercês, e, na primeira esquina, novamente à esquerda, entrava no Beco do Rosário, passando pelo oitão da Igreja do Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, chegando novamente à Rua Duque de Caxias, contornando, assim, todo o quarteirão e pronto para descer a Ladeira do Rosário em direção à Cidade Baixa. Resumindo, dava um contorno completo pelo quarteirão. Este desvio serviu para as manobras dos bondes das referidas linhas.
Já nos primeiros anos do século XX, em 1902, mais precisamente, foi executado outro prolongamento dos trilhos, desta vez a partir do ramal da Linha das Trincheiras.
Este novo prolongamento partiria da Igreja de nossa Senhora dos Martírios, prosseguia passando pela casa do Sr. Neófilo Bonavides, prosseguindo pela Avenida São Paulo até chegar na antiga Feira de Jaguaribe, num percurso de 700 metros.
Segundo algumas fontes, a implantação deste trecho se deu fundamentalmente pela referida feira. A citada feira localizava-se no cruzamento da antiga Avenida São Paulo, com a Rua do Hipódromo, atualmente Avenida 1° de Maio, e a Avenida 12 de Outubro, onde foi construída a Praça General João Neiva. (Continua na Parte II)...

Fontes: 
Roteiro Sentimental de Uma Cidade, Walfredo Rodriguez, Ed. A União, 2° Edição, 1994.
Mensagem Apresentada à Assembleia Legislativa, Dr. Álvaro Lopes Machado, 20 de Outubro de 1905.
Mensagem Apresentada à Assembleia Legislativa, Monsenhor Walfredo Leal, 1 de Setembro de 1906.
Mensagem Apresentada à Assembleia Legislativa, Monsenhor Walfredo Leal, 1 de Setembro de 1907.
...E O BONDE A BURRO FOI IMPLANTADO: um ícone de modernidade da cidade da Parahyba no final do século XIX. José Estevam de Medeiros Filho, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, UFBA, 2013.

Estação da Praça Álvaro Machado em 1903. Ponto inicial do sistema de Bondes de Animais da então Parahyba, inaugurado em 6 de junho de 1896. Fonte da imagem: Jampadasantigas, Instagram 

Praça Álvaro Machado em princípios do Século XX, no canto esquerdo pode-se observar a sede da Companhia Ferro-Carril Parahybana, ao centro a estação ferroviária de 'Parahyba'. 

Horários da Companhia Ferro-Carril Parahybana. Fonte: Almanak do Estado da Parahyba, 1899

Bonde de Animais restaurado localizado na Usina Cultural Energiza em João Pessoa. Foto em maio de 2015 em visita do autor ao local. 

Bonde de Animais restaurado localizado na Usina Cultural Energiza em João Pessoa. Foto em maio de 2015 em visita do autor ao local.

Bonde de Animais restaurado localizado na Usina Cultural Energiza em João Pessoa. Foto em maio de 2015 em visita do autor ao local.

Bonde de Animais restaurado localizado na Usina Cultural Energiza em João Pessoa. Foto em maio de 2015 em visita do autor ao local.